Os relacionamentos de Claudia Geovana Dourado de Oliveira, de 14 anos, com homens ligados a facções criminosas rivais estão no centro da investigação sobre o sequestro e assassinato da adolescente em Mato Grosso. Claudia desapareceu após ser retirada à força de um hotel em Lucas do Rio Verde, no dia 6 de agosto, e foi encontrada morta seis dias depois, enterrada em uma área de mata às margens da BR-163, em Sorriso.
O caso ganhou um novo capítulo no sábado (15), quando três suspeitos de participação no sequestro, morte e ocultação do corpo foram presos em Paranaíba/MS. Segundo as informações policiais, eles seguiam em direção ao Rio de Janeiro e tentavam fugir.
Os presos foram identificados como João Guilherme dos Anjos Santos, Cleonilton Barbosa Pereira e Alana de Arruda dos Passos. O trio estava em um veículo abordado durante fiscalização e, após a identificação, recebeu voz de prisão.
Eles foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba e permaneceram à disposição da Justiça.
As prisões acrescentam uma nova peça à investigação de um crime que começou a ser desvendado por câmeras de segurança e que, segundo a Polícia Civil, teria como pano de fundo a disputa entre facções criminosas.
Segundo o delegado Artur Andrade Almeida, Claudia havia se relacionado anteriormente com um homem ligado a uma facção criminosa. Posteriormente, teria iniciado um relacionamento com uma pessoa associada a um grupo rival.
A Polícia Civil não aponta Claudia como integrante de organização criminosa. A investigação indica que a adolescente teria se aproximado desse ambiente principalmente por meio dos relacionamentos.
Depois da mudança de relacionamento, conforme a apuração policial, Claudia teria publicado fotografias nas redes sociais fazendo um sinal associado ao novo grupo. Ela também teria se desentendido e feito ameaças a meninas ligadas à facção rival.
A hipótese investigada é que essa sequência de acontecimentos tenha sido interpretada por integrantes do grupo como uma provocação e motivado uma retaliação.
A possível relação entre os namoros, as publicações nas redes sociais e a ordem para matar Claudia ainda integra a investigação e dependerá da conclusão do inquérito.