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omo já havia sido prometido pela categoria, as paralisações realizadas pelos funcionários do Banco Central começam a ter impacto em produtos e serviços da autoridade monetária. O cronograma para as novas fases do Pix, por exemplo, já foi adiado.
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A regulamentação do mercado de criptoativos também é uma das candidatas a andar a passos lentos, sem corpo funcional suficiente para tal desafio. Além disso, departamentos da instituição já entraram em contato com instituições financeiras ressaltando possíveis atrasos em outras áreas.
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Previsto inicialmente para setembro deste ano, segundo uma fonte, o BC anunciou ontem que o Pix automático deve ser lançado em abril de 2024. A agenda é considerada importante para aumentar a competição, já que, hoje, o débito automático depende de convênios bilaterais entre as empresas e as instituições, o que favorece os bancões, com maior base de clientes.
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"Normalmente, são poucos bancos. De tal maneira que, se você quiser fazer uso desse serviço, tem que ser cliente de um desses bancos que têm convênio. Isso é uma barreira à entrada no mercado. Isso é um item que achamos que vai ter um impacto concorrencial grande", disse o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, Renato Gomes, em entrevista ao Broadcast/Estadão na semana passada. Na ocasião, Gomes havia dito que a novidade chegaria ao público no fim deste ano.
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No caso da regulamentação dos criptoativos, nova função para qual o BC foi apontado na semana passada, a lei determina que o regulador "estabelecerá condições e prazos, não inferiores a 6 meses, para adequação das prestadoras de serviços de ativos virtuais que estiverem em atividade às disposições desta Lei e às normas por ele estabelecidas".
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Mas, dentro da autarquia, há preocupação diante das paralisações do quadro funcional do BC. "É uma das agendas que podem ser afetadas. É urgente, mas tem o problema de quadro", disse um técnico envolvido nas discussões. "É algo que temos que tratar com cuidado, é algo extremamente importante para o sistema financeiro. Pode trazer risco para dentro do sistema. Há uma grande preocupação com essa discussão da carreira e as paralisações."
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O novo catálogo de especificações de mensagens entre as instituições financeiras e o BC no Sistema de Transferência de Reservas (STR), previsto para 1º de julho, também pode sofrer atrasos, já que o ambiente de homologação (testes) tem sido suspenso nas paralisações parciais dos servidores, conforme informe obtido pelo Broadcast.
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Nas mensagens a bancos e corretoras, o texto é bastante claro: "Em função de paralisações do corpo funcional aprovadas em assembleia objetivando a valorização da carreira dos servidores do Banco Central do Brasil e a consequente necessidade de repriorizar as atividades, não conseguimos, no momento, sinalizar algum comprometimento em termos de prazos". Esses prazos se referem a entrega de normas ao mercado financeiro. Na prática, explicou uma fonte, normas que não são do interesse de bancos e corretoras serão aceleradas, enquanto as mais desejadas serão atrasadas.
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Ainda que as paralisações ainda sejam pontuais, por algumas horas e alguns dias da semana, a sensação de tratamento assimétrico tem desmotivado os servidores. Nas últimas semanas, a publicação do decreto de regulamentação do bônus de eficiência da Receita Federal, também pleiteado pela autoridade monetária, e o anúncio de concursos para outras áreas do serviço público inflamaram ainda mais a categoria. Tanto que os técnicos do BC, normalmente mais acostumados a atuar nos bastidores, têm feito manifestações públicas sobre o "desmonte" da autoridade monetária.
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O último concurso na autarquia foi em 2013. Desde então, o corpo funcional tem minguado. O diretor de Fiscalização, Paulo Souza, afirmou que, em 2012, eram 1.200 servidores na área. O número caminha para menos de 550 no ano que vem, segundo ele. Enquanto as atribuições do BC só crescem. O Broadcast entrou em contato com o BC sobre possíveis atrasos no cronograma, mas a instituição não se manifestou.