Publicado em 17/09/2026
Ao vivo - Galvan diz que pandemia foi 'fabricada' pela esquerda
FRENTE A FRENTE
Politica
Ao vivo - Galvan diz que pandemia foi 'fabricada' pela esquerda

Fim do primeiro bloco. Os candidatos flutuaram entre ping-pong com aliados e ataques diretos a concorrentes, inclusive aos que faltaram. Em um dos pontos, Galvan afirmou que a pandemia da Covid-19, que matou milhares de brasileiros e pessoas ao redor do globo, foi fabricada pela esquerda. 


O primeiro a perguntar foi o candidato Carlos Fávaro (PSD), questionando seu colega de coligação, Pedro Taques (PSB), sobre as adversidades ao montar coligações, mencionando nominalmente a candidata faltante, Janaina Riva (MDB), que substituiu sua base de suplentes por candidatos que estão sendo investigados. Ao que Taques respondeu que é importante que não haja candidatos “ficha suja”, aproveitando para atacar José Medeiros (PL) por confrontos anteriores envolvendo falsificação de atas.


Na sequência, Fávaro questionou a candidata Margareth Buzetti (PP) sobre a geopolítica e soberania nacional frente a conflitos externos. Ao que a candidata respondeu afirmando que, apesar das “loucuras de Trump”, é necessário manter boas relações internacionais com todos os países. Buzetti adicionou também que, apesar de não concordar com tudo o que é feito por Donald Trump, ela apoia suas medidas no combate à China.


O segundo a questionar foi o candidato José Medeiros, que acionou Antônio Galvan (Avante), chamando-o de “Veio da Lancha” ao vivo, para falar sobre o que ele acha da abordagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre atuações internacionais. Sobre isso, o candidato respondeu que estão se candidatando para “salvar o Brasil” e acusou a atual gestão de “fabricar uma pandemia” para controlar a população e desmoralizar líderes como Trump.


Em sua segunda pergunta, Medeiros questionou Buzetti sobre a presença de mulheres como suplentes ao Senado, em ataque direto à Fávaro. Buzetti afirmou que a forma com que tratam mulheres na política, muitas vezes, não é republicana, mas que não se sentiu atacada e fez o possível durante sua estada como suplente, sendo uma prerrogativa do titular utilizar as emendas de forma independente do suplente, como no caso de Fávaro.


Como Mendes e Riva não estavam presentes, o próximo a questionar foi Galvan, direcionando à Fávaro que o governo atualmente afirma ter acabado com a fome no país duas vezes. Fávaro rebateu que o presidente não mentiu, pois essa informação veio diretamente das Nações Unidas, e aproveitou para alfinetar a gestão Bolsonaro, relembrando que a população voltou ao Mapa da Fome em seu governo.


Galvan seguiu sua linha de enfrentamento, agora contra Taques, interrogando-o sobre as alegações contra Mauro Mendes no caso da Operação Heritage. Oportunidade a qual Taques aproveitou para dizer que o candidato ausente “não tem coragem de provar que não panhô”. Ao que Galvan escolheu concordar com o adversário, defendendo que os senadores devem ter coragem para enfrentar a Justiça.


Seguindo o debate, Buzetti questionou Taques sobre suas propostas para combater à violência contra a mulher. Taques defende que penas longas são a solução contra este crime “nojento”, como avaliou. Sobre isso, Buzetti aproveitou para mostrar suas propostas e projetos já realizados, como a Lei do Vicaricídio.


A segunda questão de Buzetti foi direcionada à Medeiros sobre a mesma temática, ao que o candidato respondeu apresentando suas propostas para o combate, priorizando o cuidado antes da ocorrência do crime. Contudo, Buzetti afirmou que “todo pai quer que a polícia chegue antes do crime”, afirmando que continuará a lutar contra a violência.


Para encerrar o primeiro bloco, Taques direcionou sua primeira pergunta também a Medeiros, questionando-o sobre Janaina Riva não ter fidelidade à coligação feita com Medeiros, estando com Mauro em carreatas. Ao que ele respondeu que, se fosse pela vontade de Bolsonaro, seu companheiro de chapa seria Galvan e que agora seu foco é chegar ao Senado novamente para enfrentar o STF.


Em sua segunda pergunta, e última do bloco, acionou Buzetti para falarem sobre o caso da Oi e os Consignados, interrogando-a porque ela impediu que ele fosse depor na CPI do Crime Organizado. Ela defendeu que fez o que foi pedido pelo governador da época, que era Mendes, explicando que isso configura um direito do gestor e que, se ele queria atacá-lo, que não a usasse para isso.

___

 

Atualizada às 10h42 - Mantendo o compromisso com a democracia, o Grupo Gazeta de Comunicação, por meio da TV Vila Real, canal 10.1, leva ao ar hoje o primeiro debate na televisão aberta com os candidatos ao Senado do pleito de 2026. A partir das 10h30, toda a baixada cuiabana poderá conhecer propostas e o que cada candidato defenderá, se eleito no Senado Federal.

 

Além da mídia tradicional, por meio do sinal digital nas televisões, o eleitor poderá acompanhar o programa por transmissão simultânea no Youtube, no canal da TV Vila Real; através do site Gazeta Digital – na aba principal do portal, bem como nas redes sociais, com a transmissão ao vivo no @gazetadigital. 


O debate tem a duração de 2h, podendo ser prorrogado por mais 30 minutos, se necessário, em decorrência aos pedidos de direito de resposta dos candidatos. O programa terá ainda um intervalo de 25 minutos para a transmissão da propaganda eleitoral. Esse será o único momento em que os candidatos poderão deixar o estúdio.


7 dos 10 candidatos, cujos partidos têm representatividade de cinco ou mais parlamentares no Congresso Nacional, foram convidados para o debate. Participam José Medeiros (PL), Pedro Taques (PSB), Margareth Buzetti (PP), Antônio Galvan (Avante), Janaina Riva (MDB), Mauro Mendes (União) e Carlos Fávaro (PSD).


Mediado pelo jornalista Antônio Carlos Silva, o debate será dividido em quatro blocos. No primeiro, após a apresentação dos candidatos, cada um poderá fazer uma pergunta a dois adversários, com direito a réplica e tréplica. Os temas serão livres.
A ordem de quem inicia os questionamentos, definida por sorteio, será Fávaro, Medeiros, Mendes, Janaina, Galvan, Margareth e Taques.


No segundo bloco, a dinâmica será mantida, mas os candidatos deverão escolher nomes diferentes dos questionados anteriormente. A ordem será Mendes, Medeiros, Taques, Galvan, Fávaro, Margareth e Janaina.


As perguntas deverão ser feitas em até 30 segundos, enquanto as respostas terão no máximo 1 minuto. Réplica e tréplica terão 30 segundos cada.


No terceiro bloco, os candidatos voltarão a fazer perguntas a dois adversários. Um dos nomes poderá ser escolhido livremente, enquanto o segundo deverá ser um candidato que ainda não tenha sido questionado durante o debate. Caso algum concorrente não tenha recebido nenhuma pergunta, ele terá prioridade.


A ordem será Margareth, Medeiros, Mendes, Galvan, Taques, Fávaro e Janaina.


O quarto e último bloco será destinado às considerações finais. Cada candidato terá 1 minuto para fazer sua despedida.


Além do debate desta quinta-feira, o Grupo Gazeta de Comunicação realizará o encontro entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso no dia 1º de outubro. Em caso de segundo turno, outro debate está previsto para 21 de outubro.


Fonte: Gazeta Digital
Texto: Fred Moraes
Fotos: REPRODUÇÃO
Todos os direitos reservados Colider Noticias